O Flash Crash de 2010 ocorreu em 6 de maio, quando o índice Dow Jones Industrial Average caiu 1.000 pontos em cerca de 20 minutos. Na época, muitos atribuíram o colapso a uma falha técnica, mas análises posteriores mostraram que várias causas contribuíram para o desastre.

A automação da negociação exacerbou a queda de preços, já que algoritmos de negociação automática foram programados para liquidar posições em momentos de queda de preço, ampliando as perdas. A falta de frenagem no mecanismo de venda de ações também significou que, quando as ações começaram a cair, muitos investidores não puderam encontrar um comprador, o que levou a uma venda em massa.

Além disso, a automação de negociação em alta frequência facilitou o uso de técnicas de mercado, como a manipulação de lances de compra e venda para obter lucro, o que prejudica a transparência e a integridade do mercado.

O colapso também destacou a falta de regulamentação do mercado de ações, especialmente por parte da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC). Desde então, a SEC introduziu medidas para melhorar a regulamentação do mercado de ações, incluindo inspeções mais rigorosas, melhores sistemas e políticas para lidar com a automação comercial de alta frequência.

Ainda assim, os investidores permanecem alertas quanto à estabilidade do mercado de ações, especialmente considerando os eventos recentes, como a pandemia COVID-19, que causou um colapso temporal do mercado em fevereiro e março de 2020.

Em resumo, o Flash Crash de 2010 foi um momento assustador para os investidores globais, que abalou a confiança no mercado de ações. Desde então, muitos regulamentos e melhorias foram introduzidos para garantir que isso nunca mais aconteça, mas a incerteza permanece. A automação e as técnicas de negociação de alta frequência ainda desempenham um papel significativo na economia global, e os negociação sofisticada pode levar a crises de mercado a qualquer momento, destacando a necessidade contínua de medidas regulatórias.